Insights do RioContentMarket: o que as marcas podem aprender com os grandes grupos de produção de conteúdo

22 de março de 2017 | content marketing

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No começo do mês, entre 8 e 10 de março, aconteceu o RioContentMarket, no Rio de Janeiro. Acompanho esse evento há seis anos e posso dizer que ele tem, de fato, se consolidado ano a ano como o maior encontro de conteúdo audiovisual da América Latina. Acho que as marcas que estão desbravando ou querendo desbravar o mundo do conteúdo sempre têm muito a aprender com as empresas que desenvolvem conteúdo (com muita qualidade) como atividade principal. Então fiz um apanhado com os principais insights e tendências:

1) Documentário é pop
A produção de documentário foi um dos eixos temáticos do RioContentMarket 2017. Diego Buñel, diretor de documentários e novos projetos editoriais do francês Canal +, destacou que o documentário vive uma era de ouro e usar ferramentas da ficção como o storytelling e arcos narrativos para contar histórias verdadeiras tem ajudado o documentário a desempenhar o importante papel de conectar pessoas com a vida real. O canal francês tem investido em média US$ 500 mil na produção de longas documentais para o prime time. “Preciso de documentário blockbuster”, destacou o executivo. “É importante se conectar com a cultura pop para que pessoas que não gostam de documentários possam se interessar”.

Já falamos por aqui de algumas marcas que têm investido na produção de documentários, ainda que seja em formatos bem curtos, como a Netshoes.


2) Conteúdo tem que ser bom independente do canal de distribuição

John Dahl, vice-presidente e produtor de conteúdo original da ESPN, que comentou as iniciativas do grupo de mídia que tem como core business os eventos esportivos na área de conteúdo. Segundo o executivo, a proposta é ir além de um programa para a televisão e proporcionar ao telespectador uma experiência cinematográfica. Não importa onde as pessoas vão assistir – TV, cinema, plataformas de vídeo sob demanda – a qualidade do conteúdo é cada vez mais fundamental. Foi assim que o documentário “OJ: Made in America”, produzido pela ESPN, entrou para a competição e levou a estatueta do Oscar 2017 na categoria documentário. “Queremos histórias que toquem em temas importantes, que não seja só esporte”, contou Dahl. “Continuamos a buscar filmes e projetos que tenham grande impacto. A competição é grande. Estamos focados nisso mais do que nunca”.


3) Não importa o que faça, o digital não pode ficar de fora

Kelly Wright, diretora da divisão para América Latina da israelense Keshet International, e Mercedes Reincke, diretora de conteúdo da Telefé, estiveram em um painel sobre criação e adaptação de formatos. É importante pensar em tudo em conjunto, de A à Z: como produzir, como distribuir, como exibir”, diz Kelly, enfatizando que é preciso também ajudar o parceiro com suas estratégias digitais de promoção da atração. “Os espectadores têm a palavra final para identificarmos se uma adaptação de formato funcionou ou não”. As executivas contaram que a Telefé e a Keshet produzirão um formato chamado “Heart Beats”, um reality musical que tem como proposta encontrar um casal para formar uma dupla musical. “A ideia é usar a força dos aplicativos de relacionamento. Queremos misturar isso com música e a audiência ajudará a fazer os ‘matches’”, diz Mercedes, lembrando mais uma vez da importância das estratégias digitais para o sucesso do conteúdo de televisão.

4) As marcas e um propósito
A Coca-Cola lanço um edital de R$ 1 milhão em parceria com o VIDEOCAMP. Plataforma de vídeo sob demanda. O edital busca projetos de filmes com o tema ‘Diálogos’, que sejam inovadores e tenham potencial para impactar e impulsionar reflexões, gerar entendimento e provocar transformações em nível local, regional ou global. “Escolhemos o tema porque acreditamos que grandes mudanças nascem dessas construções coletivas”, conta Andrea Mota, diretora de Categorias da Coca-Cola Brasil. “Nós temos essa agenda na Coca-Cola Brasil e vemos, na prática, que a sociedade sempre sai ganhando quando organizações e pessoas com posições diferentes aceitam o desafio de buscar uma solução conjunta”, completa


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