Como o design thinking pode ajudar a desenvolver estratégias de conteúdo?

16 de fevereiro de 2017 | content marketing

Design-thinking

Ano passado, fui selecionada pelo programa Itaú Mulher Empreendedora para participar de um workshop sobre design thinking. Tinha conhecimentos bastante superficiais do tema, confesso. Apenas a noção básica de que se tratava de uma ferramenta para debruçar em cima de alguns problemas da empresa e enxergar soluções com base no processo criativo dos designers. O fato é que nesse encontro, comandando pela Clarissa Biolchini, da Laje, comecei a prestar atenção, mergulhar na bibliografia indicada e aprender que o design thinking pode ser perfeito para o desenvolvimento de estratégias de conteúdo.

Um dos livros indicados pela Clarissa que faz bastante sentido é o “Isto é Design Thinking de Serviços”, de Marc Stickdorn e Jakob Schneider, publicado pela Editora Bookman . O interessante é que o livro em si foi desenvolvido por meio de um processo de design thinking que os autores relatam, tem até um site com material interessantíssimo e em constante atualização que podemos acompanhar. Entre as diversas ferramentas descritas estão as atividades de personas, mapa de stakeholders, entrevistas contextuais e mapa do ciclo de vida dos usuários.

A partir da leitura do livro, consegui estabelecer melhor as intersecções entre o design thinking e o processo de desenvolvimento de estratégia de conteúdos.

1) Trata-se de cocriação

Uma coisa bem clara no design thinking é o envolvimento dos donos do negócio ou responsáveis pela marca no processo. Aliás, insights de funcionários que estão em qualquer ponto de contato com o consumidor são extremamente úteis e é importante que sejam explorados. O conteúdo não é eficiente se não tiver envolvimento da empresa no processo.

2) É uma caixa de ferramentas, não um manual

Assim como o design thinking oferece uma série de ferramentas que podem ser usadas juntas ou isoladamente para entender um problema e ajudar a prototipar uma solução, o conteúdo também aponta para diversos caminhos que podem ser percorridos, por isso, nunca acreditei muito em “pacotes” de conteúdo. Frequência, projeto editorial, canais de distribuição são escolhas que deveriam ter a ver com o entendimento profundo da empresa e suas necessidades (etapa de cocriação) e aí não tem fórmulas prontas ou receita de bolo. Pacotes de conteúdo raramente dão conta.

3) Foco no entendimento das personas

O fundo de quase todo processo de design thinking tem base em personas, de todos os stakeholders de uma organização. As estratégias de conteúdo precisam estar bastante sintonizadas a isso também.

4) Acompanhamento pós-implementação

Mesmo após a implementação dos projetos, as empresas precisam acompanhar os resultados porque as estratégias de conteúdo são dinâmicas e é preciso avaliar sempre as novas oportunidades.

Recomendo fortemente a leitura de Isto é Design Thinking de Serviços. Além de artigos para se aprofundar no tema, há uma parte dedicada à descrição de várias ferramentas e também a aplicabilidade em cases.

Artigo publicado originalmente no Pulse.


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