Menos é Mais. Em Cannes, inclusive

28 de junho de 2016 | eventos, Sem categoria

Burger King Cannes

Nunca estive no Festival da Criatividade de Cannes, na França, mas já tem algum tempo que sempre acompanho as novidades de lá pelos veículos do trade publicitário, como o Clube de Criação, o Propaganda & Marketing e o Meio & Mensagem.

O que pude aprender à distância nesse ano é que parece que no mundo da publicidade, o menos é mais, tem sido extremamente valorizado novamente e felizmente. E que isso tem a ver com o conteúdo? Muito. Geralmente, as técnicas de comunicação seguem uma mesma tendência.
Na categoria impresso, por exemplo, o grand prix foi dessa carta aberta do Burger King para o McDonald’s, um case que deu bem mais o que falar do que isso. Comentamos aqui alguns meses atrás quando o Burger King convidou o maior concorrente global para uma ação conjunta misturando os dois hambúrgueres mais icônicos de cada uma das marcas. A peça impressa é bem simples em layout, não tem nenhuma firula, mas cumpre perfeitamente sua função com um texto claro, objetivo e bem construído. Isso é coisa rara hoje em dia, infelizmente.

Por alguns anos, o festival teve a categoria branded content. Falamos sobre elas aqui em alguns posts:

Cannes: Grand Prix da beleza interior
Cannes não teve Grand Prix em branded content em 2014

Mais um ano sem Grand Prix em branded content em Cannes

Nesse ano, a categoria não existe mais e eu, que já frequentei prêmios de conteúdo organizado por associações que reúnem agências de conteúdo, entendo o quanto era difícil para o mundo da publicidade primeiro definir a categoria e, em segundo, ter cases interessantes o suficiente inscritos majoritariamente por agências de publicidade, cujo foco é construir uma comunicação vendedora e não necessariamente construir relações por meio de conteúdo.

Nesse texto do Meio & Mensagem, Giovanni Rivetti, CEO da New Content, faz uma análise sobre a categoria e, ao que parece, também houve a valorização da simplicidade e eficiência por aqui. Destaque para o GP que foi do New York Times, com Displaced, uma produção em realidade virtual calcada em uma história muito bem contada e é esse segundo aspecto que foi digno de premiação.


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